Fora do Eixo e o sequestro do 12M

Há tempos sabemos que nossos companheiros e honrados amigos do Fora do Eixo tentam sequestrar mobilizações. Agora foi a vez da mobilização global de 12 de maio, conhecida como #12M

No início se dava de forma velada, entrando com a grana e com equipamentos. Não faziam esforços para divulgar a marca “fora do eixo”. Passou o tempo, eles foram entrando nos movimentos sociais como ervas daninhas, utilizando-se da mobilização para atrair interessados e despolitizando os espaços.

Contam com recursos e podem enviar mensageiros ao exterior. Se articulam de forma hierárquica e autoritária e se trajam de pele de cordeiro. Chegam como bons amigos e sequestram “a rede”. Monopolizam o saber e mantém os movimentos sociais reféns de seu capital tecnológico.

Tiram fotos lindas, organizam campanhas, fazem cartazes e o famoso streaming, Nunca postados em nome do movimento, sempre em: Fora do Eixo.

A organização do chamado do #12M no Brasil se deu de forma horizontal e auto-gestionada. Organizados em assembleias, dezenas de pessoas tinham voz para contribuir com o que podiam. E não praticavam a exploração 2.0.

O Fora do Eixo buscou reunir, em uma reunião a portas fechadas, as “lideranças” de grupos de que eles queriam se aproximar para cooptar a mobilização do 12M. Em São Paulo procurou os coletivos Ocupa Sampa e outros assim como pessoas que eles consideram chave na mobilização. A tentativa? Articular uma aproximação. Não encontraram eco. Estes movimentos possuem uma trajetória e uma postura politizada. Não se deixarão cooptar. Ou pelo menos resistem para que isto não ocorra.

No Rio de Janeiro o movimento decidiu pela ocupação da Praça Méier.

Eis que hoje, os bróther da Casa Fora do Eixo amanheceram ocupando a Lapa com um movimento ingenuamente chamado de #12Mais patrocinado pela Petrobrás <http://foradoeixo.org.br/>

O evento no facebook <https://www.facebook.com/events/307393716005603/?context=create> ingenuamente criado por um perfil pessoal e não pelo “maligno” Fora do Eixo revela a “passada de perna” que foi articulada por baixo dos panos. Thiago Dezan criou o evento. É o garoto FDE que anda mais em alta. Um dos garotos tatuou o simbolo do Fora do Eixo, quase como um pacto de sangue.

Sinceramente não acho que sejam garotos e garotas mal intencionados, mas vítimas, nem tão passivas, de  um articulador mór: Pablo Capilé. Que sabe, muito bem, como representar a bruxa de João e Maria. Esta nova geração quer se mobilizar, quer participar, quer produzir cultura. E a Casa Fora do Eixo acolhe isso. Só não acolhe opiniões divergentes, só não acolhe a horizontalidade, só não acolhe a politização. Mas acolhe muito bem a formação de lideranças, acolhe o investimento governamental e empresarial. E isto acolhe muito bem!

Os movimentos como 15M e 12M têm no seu cerne o grito: “Não somos mercadoria na mão de políticos e banqueiros”. Amplio isto quando afirmo que estes movimentos tbm gritam um basta às empresas que só fazem reinar a ditadura do capital. Contra estes o Fora do Eixo não late, nem ladra. Talvez por que nem tenha dentes.